Rafinha sobre ‘Saturday Night Live’: “ainda estamos patinando”


Rafinha Bastos aproveitou para falar sobre seu projeto na RedeTV!
Após o fim da coletiva que apresentou a grade de programação dos canais do grupo FIC no Brasil, Rafinha Bastos aproveitou para falar um pouco sobre seu projeto na RedeTV!. Ele vai apresentar a partir de maio o programa Saturday Night Live, baseado na franquia norte-americana que está no ar há cerca de 35 anos. “Meu tempo está sendo gasto em encontrar a nossa voz. A nossa maneira de fazer comédia, porque ainda estamos patinando nisso. Se tudo der certo, vamos encontrar isso logo. Estamos correndo contra o relógio. A estreia deve ser em maio e a gente está correndo para que isso aconteça”, disse o comediante nesta terça-feira (10).
“Estamos em um processo de pesquisa muito minucioso. A gente não sabe fazer e está aprendendo, pretendo que o programa seja legal. É um formato muito consagrado fora e eu carrego isso como uma responsabilidade muito grande. Quero que seja um programa legal no ar. Não tem pretensão de ser a coisa mais maravilhosa e mais revolucionária da TV brasileira. Tem a pretensão de ser um programa legal, divertido e simples. Uma comédia simples. Não vai ser o programa do Rafinha. É um programa de muita gente”, continuou, antes de explicar que a equipe ainda não está fechada, seja na parte do elenco ou da produção.
Rafinha Bastos disse ainda que não queria fazer televisão aberta, após deixar a Band, mas que tudo mudou quando viu o projeto. “Aí me jogam a maior franquia de comédia do mundo na mão e falam: ‘o que você acha?’. Nem que me dessem um talk show em Marte eu faria, se fosse aberta. Mas um formato desse é o sonho de todo comediante. É uma oportunidade única, por mais que tenha problemas e seja difícil. É uma luta que vale a pena, mas eu nem pensava nessa volta para televisão, não é nada diso. Queria fazer projetos legais e interessantes. A série na Fox (A Vida de Rafinha Bastos) é legal. O Saturday Night Live também é muito interessante. É por aí”.
Sobre a liberdade para mexer no formato do programa consagrado, afirmou que é muito mais ampla do que imaginava e que tem plena liberdade para mudar as piadas e os números de musicais e reportagens externas. O humorista foi a Nova York conhecer os bastidores da produção norte-americana e se espantou com as proporções do show. “Para você fazer uma esquete ao vivo é um investimento alto. Tem que montar cenário, criar um cenário. Eles criam todo o conteúdo na quarta-feira e na sexta estão todos cenários prontos. Eles começam do zero. Não é que tem um sofá que eles usam sempre. Nenhuma emissora no Brasil tem condições de fazer um projeto desse, desse jeito. são 400 pessoas que trabalham no americano. Aqui são 15, 20. Talvez nem isso. Estamos engatinhando”, finalizou.